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Por Que sua Igreja Precisa Investir em Crianças e Adolescentes (E Como Fazer Isso da Forma Certa)

  • Foto do escritor: Marcos Santana
    Marcos Santana
  • há 11 minutos
  • 6 min de leitura
crianças e adolescentes na igreja
Crianças e adolescentes na igreja

Olá! Quando olho para muitas igrejas hoje, percebo algo que me preocupa. A gente investe pesado em eventos, em estrutura, em programação para adultos, mas na hora de pensar no ministério infantil e de adolescentes, parece que sobra só as migalhas.

E olha, eu entendo. Ministério com crianças dá trabalho. Adolescente então, nem se fala. Mas sabe qual é a verdade? Se a gente não cuidar dessa galera agora, daqui a alguns anos vamos estar nos perguntando onde foi que erramos.


O que todo pastor experiente já percebeu

Conversa com qualquer pastor que está há mais de 20 anos no ministério e você vai ouvir a mesma história. Uma grande parte dos membros mais engajados da igreja, aqueles que realmente levam a fé a sério, tiveram algum tipo de encontro com Jesus ainda jovens.

Não estou falando que quem se converte na vida adulta não é genuíno. Longe disso. Mas a realidade é que quando você planta a semente do evangelho no coração de uma criança ou adolescente, você está moldando a base de como essa pessoa vai enxergar Deus e a fé pelo resto da vida.

É nessa fase que os valores se formam, que a tal da cosmovisão se constrói, que os hábitos espirituais começam a criar raízes. E se a igreja não estiver presente nesse momento crucial, outras vozes vão estar. E podem ter certeza que o mundo não está perdendo tempo com essa galera.


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Por que tantas igrejas falham nessa área

Em muitas igrejas o Ministério Infantil só funciona para ser um lugar onde deixar as crianças durante o culto de domingo à noite, sem ensinar algo nesse tempo.

Com os adolescentes ocorre, muitas vezes, a incompatibilidade da liderança no sentido de saber transmitir a mensagem para uma linguagem que eles entendam. Isso gera um certo desânimo para uma geração cada vez mais difícil de reter.


O que Jesus disse sobre isso (e não é o que você pensa)

Todo mundo conhece aquele verso de "deixai vir a mim as criancinhas". Mas presta atenção no contexto. Os discípulos estavam impedindo as crianças de chegarem perto de Jesus. E ele ficou indignado.

Indignado mesmo. A palavra no original grego é forte.

Jesus não estava apenas sendo simpático. Ele estava corrigindo uma visão equivocada de que crianças são menos importantes no Reino. E, líder, quantas vezes a gente replica o mesmo erro dos discípulos?


Como transformar o ministério infantil da sua igreja

Primeiro, pare de colocar qualquer pessoa para trabalhar com crianças. Sério. Esse negócio de "fulano precisa começar de algum lugar, vamos colocar ele no infantil" precisa acabar.

Trabalhar com crianças exige preparo, dedicação e chamado. Você precisa de pessoas que amem estar ali, que estudem desenvolvimento infantil, que entendam como uma criança aprende sobre Deus.

Invista em treinamento. Compre material de qualidade. Reforme aquela sala. Mostre para a igreja inteira que as crianças são prioridade, não sobra.

E olha, não precisa ser nada mirabolante. Crianças não querem produção hollywoodiana. Elas querem ser vistas, ouvidas e amadas. Querem líderes que conheçam seus nomes e se importem com suas histórias.

Invista tempo em entender as neurodiversidades (TEA, TDAH, TOD, etc.) e aprenda a lidar individualmente com as crianças atípicas.


Adolescentes não são crianças grandes (nem adultos pequenos)

Aqui mora um erro gigante. A gente pega o mesmo modelo do culto de adultos, simplifica um pouco e acha que vai funcionar com adolescentes.

Não funciona.

Adolescente está numa fase de questionamento, de formação de identidade, de transição. Eles precisam de espaço para fazer perguntas difíceis sem serem julgados. Precisam de mentores que sejam reais, não de super crentes que fingem ter todas as respostas.

O ministério de adolescentes eficaz cria ambiente de autenticidade. Onde eles possam trazer suas dúvidas sobre fé, sexualidade, propósito, relacionamentos. E encontrem líderes maduros o suficiente para caminhar com eles nessas questões. Eles também querem e precisam ser ouvidos.


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O desafio com os adolescentes

Basta olhar para fora da igreja para percebermos que está muito mais fácil ficar lá do que atravessar a porta. Para o adolescente, principalmente, o que é oferecido fora dos muros da igreja vai muito além do que, talvez, tenha sido oferecido a você em sua época.

Dentro da igreja, está mais difícil mantê-los ligados na mensagem e precisamos dar a vida para tentar fazer com que entendam o que Deus está querendo dizer. Está difícil manter uma conversa. Está difícil delegar uma responsabilidade sem ser respondido de forma rude. O desafio é atrair e manter, assim como todos os públicos. Mas, de novo, especialmente os adolescentes, estão em uma geração mais complicada que antes. Parece que cada vez mais.


O papel dos pais nessa história

A igreja não substitui a família. Nunca foi esse o plano.

Uma hora de programação no domingo não vai compensar uma semana inteira de pais ausentes espiritualmente. Então parte do nosso trabalho é equipar os pais para serem os principais discipuladores dos próprios filhos.

Isso significa oferecer recursos, treinamento e suporte para as famílias. Significa criar uma cultura onde os pais entendem que a responsabilidade espiritual dos filhos é deles, e a igreja está ali para apoiar, não para assumir o lugar deles. É preciso estar próximo dos pais para entender contextos e trabalhar o discipulado sendo certeiro.


Criando uma cultura de acolhimento geracional

Sabe o que me entristece? Ver igrejas onde crianças e adolescentes são tolerados, não celebrados.

Aquela cultura onde todo mundo olha feio quando uma criança faz barulho no culto. Onde adolescente só pode participar se ficar quietinho no cantinho. Onde as decisões importantes são tomadas sem considerar as próximas gerações.

Uma igreja saudável é multigeracional. E isso não acontece por acaso. Precisa ser intencional.

Que tal criar momentos onde as gerações interagem? Ter mentores adultos para os jovens? Permitir que crianças e adolescentes sirvam em áreas reais da igreja, não só em "ministérios mirins"?


Segurança não é opcional

Antes de mais nada, precisamos falar sobre proteção. Todo ministério infantil e de adolescentes precisa ter políticas claras de segurança.

Isso inclui verificação de antecedentes dos voluntários, nunca deixar um adulto sozinho com uma criança, ter protocolos para situações de emergência, treinar a equipe para identificar sinais de abuso.

Parece exagero? Não é. É responsabilidade básica. E mostra para os pais que você leva a sério a segurança dos filhos deles.



O retorno do investimento que você não pode medir

Você não vai ver resultado imediato em muita coisa que fizer com crianças e adolescentes.

Aquela criança que você ensinou sobre Jesus aos 7 anos pode só dar fruto visível aos 25. Aquele adolescente problemático que você mentoreou pode levar anos para amadurecer.

Mas sabe de uma coisa? Esse é exatamente o tipo de investimento que o Reino precisa. O tipo que não busca retorno rápido, mas transformação duradoura.

Já vi muitos casos de pessoas que hoje são líderes influentes e quando você pergunta o que fez diferença na vida delas, elas falam daquele professor da escola dominical, daquela líder de adolescentes que acreditou nelas quando ninguém mais acreditava.

Eu mesmo sou fruto de um discipulado firme, acolhedor e presente na infância e adolescência.


Começando pequeno (mas começando)

Olha, talvez você esteja lendo isso e pensando "mas minha igreja é pequena, não temos estrutura para isso tudo".

Eu entendo. E a boa notícia é que você não precisa fazer tudo de uma vez.

Comece identificando uma pessoa, só uma, que tenha coração genuíno por crianças ou adolescentes. Invista nela. Dê recursos, treinamento, apoio.

Comece com um grupo pequeno. Faça bem feito. Quando aquilo estiver funcionando, expanda. Tenha cultos específicos para as crianças e outro de adolescentes, encontros com os pais, estudos de células.

O importante não é o tamanho do ministério. É a qualidade do discipulado que está acontecendo ali.


O desafio para você - Por que sua igreja precisa investir em crianças e adolescentes

Então fica a provocação: qual vai ser a prioridade real da sua igreja quando o assunto é a próxima geração?

Porque uma coisa é falar que crianças e adolescentes são importantes. Outra bem diferente é mostrar isso no orçamento, na agenda, na escolha de líderes, no espaço que eles ocupam.

A igreja que investe de verdade nas próximas gerações não está apenas planejando o futuro. Está sendo fiel ao chamado de Deus no presente.

E convenhamos, não tem legado maior que você pode deixar do que uma geração inteira de jovens que conhecem a Jesus e estão prontos para impactar o mundo para Ele.



Deus abençoe!


Por que sua igreja precisa investir em crianças e adolescentes

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