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Sozinho na montanha: O Que o Caso do Pico Paraná Ensina Sobre Suas Alianças no Ministério

  • Foto do escritor: Marcos Santana
    Marcos Santana
  • 21 de jan.
  • 3 min de leitura
amigos se ajudando em uma escalada
Amigos se ajudando na escalada

O peso de quem caminha só

Você provavelmente acompanhou a notícia que parou as redes sociais na última semana. Um rapaz que se perdeu no Pico Paraná, a montanha mais alta do sul do país, após se separar de sua suposta amiga durante a descida. A história, felizmente, terminou com ele sendo resgatado, mas o desenrolar das investigações e os relatos sobre o abandono na trilha geraram um debate intenso sobre lealdade e responsabilidade.

Para nós que vivemos a realidade do ministério, essa notícia acende um alerta que vai muito além do trekking ou do esporte radical. Ela fala sobre a nossa caminhada.

Quantas vezes, na empolgação de alcançar novos patamares na igreja ou na liderança, convidamos pessoas para subir conosco que não estão preparadas para o peso da descida?


A ilusão da companhia na liderança

No mundo da liderança cristã, é muito comum estarmos cercados de gente. A igreja está cheia, a equipe de voluntários está escalada e o culto está acontecendo. Parece impossível se sentir sozinho. Mas a solidão do líder não é física. Ela é estratégica e emocional.

O caso do Roberto no Paraná ilustra uma verdade dura. Ter alguém fisicamente ao seu lado não significa ter um parceiro de caminhada. Existem pessoas que estão conosco pela beleza da vista no cume, mas que não suportam o ritmo da volta, o cansaço das pernas ou a mudança repentina do tempo.

Na liderança de um ministério, você precisa identificar quem são seus verdadeiros companheiros de julgo. Não adianta ter uma "multidão" de seguidores se, na hora que a neblina baixa e a trilha fica confusa, você olha para o lado e não vê ninguém.


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Quem te deixa para trás não é sua dupla

A Bíblia é muito clara sobre o perigo do isolamento. Salomão já dizia que "ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante". No contexto da notícia, a separação da dupla quase custou uma vida! No contexto espiritual, o isolamento é o terreno fértil para o esgotamento, para a queda moral e para a desistência.

Um parceiro de ministério de verdade não é aquele que apenas concorda com suas ideias ou curte seus posts. É aquele que percebe quando você está "perdendo o ritmo" na trilha. É quem se recusa a acelerar o passo e te deixar para trás só porque quer chegar logo ao estacionamento.

Se as pessoas que caminham com você têm facilidade em te abandonar quando o terreno fica íngreme ou quando os interesses delas divergem dos seus, você não tem uma equipe. Você tem apenas uma companhia de ocasião.


Ajustando a rota antes que escureça - Alianças no Ministério

O resgate do rapaz foi um milagre e uma competência das equipes de busca. Mas na vida real do pastor e do líder, nem sempre o helicóptero chega a tempo de evitar as sequelas de um burnout ou de uma crise ministerial profunda.

Aproveite este momento para fazer uma auditoria nas suas alianças. Quem está segurando a corda com você? Se hoje você se perdesse em meio às demandas e pressões do ministério, quem sentiria sua falta antes que fosse tarde demais?

Não romantize a solidão do profeta!! Jesus enviou os discípulos de dois em dois por um motivo muito prático. A caminhada é longa, a subida é íngreme e, como vimos nas manchetes, descer sozinho pode ser fatal.

Valorize quem fica. Valorize quem diminui o passo para te esperar. Esses são os verdadeiros presentes de Deus para o seu ministério.


Deus o abençoe!


Alianças no Ministério

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